segunda-feira, 23 de agosto de 2010

Passos errantes nas Pálpebras de Marcos;
Corriqueiros e Insones...
Sob Ogivais Arcos,
Este Louco tem de Sono Fome!


Crucifixos de marfim brilhante e seco percorrem Sua Mente...
Sonhos,não vêm...
Só espectros quase formados por uma mente em Dagda Crente...


quarta-feira, 19 de maio de 2010

Suspiro de um Dichter

Fontes Rubras crescem ao meu redor
D'Almas existe um pouco de líquido a derramar ainda,
Sei,podia ser Pior.

Muralhas de Vidro dançam um eterno penar sob o Beijo Fino,
Berrando que não podem mais me segurar...
Crendo,debruço-me sobre as partituras de meu amado violino.
Salivo a Culpa,grito meu choro e enxugo as lágrimas termais,
Então, do Beijo Ausente, arranco os Violáceos Sais.

Sereno,meu Cão olha-me arrastar o arco nas notas de Quatrocentto,
Largando no Éter um querido Vento
(Zéfiro torna-me Bento).

sábado, 23 de janeiro de 2010


Cedo demarrei o Pranto,
Juntamente com o Aguda nota Da Soprano-Canto.

domingo, 7 de junho de 2009

I
Os meus tornozelos já sangram de as correntes eu puxar
Tanto...
Venha,por favor,
tire-me dessa Treva,
Faça parar esse funesto Canto!

Tento
-Por mais que eu saiba que inútil isto é-
Cortas as amarras do Execrável Felino;
Ele prende-me,arrancando a minha Fé.


II


Hema desce para banhar-me(do Éter Finda).
O Cheiro característico do Metal de Gofannon entra nas minhas Narinas
Então;
Com as quais sinto o Mundo,
Que Nasce do Salgueiro Profundo.

III

Mesmo que da Terra saia o Pranto da Mosca,
Lembre-se,
Apenas mantenha a Alma Solta
-Livre e Louca-.

domingo, 3 de maio de 2009

Sem Nexo(pelo menos aparentemente)

Frio;só o que vi,há séculos,foi o teu bruxuleante corpo nu.Trazias contigo o Beijo de Gelo(ele ainda corre pelas minhas veias ainda,sua Maldita)para o meu Ser tocar,lembra-te.

segunda-feira, 20 de abril de 2009

Alecto Parte 1

Ele deita para mais uma vez chorar o Pranto do Mundo.Sobre os ombros carrega a culpa daqueles que nada por ele fizeram.Para sentir algo de bom ele grita incessantemente.Helena não o ouvirá,isso é uma certeza.
Sua Espada Azeviche repousa em alguma parte da Bagunça que ele chama de casa.Todo santo-dia a companhia Dele faz com que Alecto sinta uma vontade incomensurável de pegar uma faca e docemente Riscar os pulsos que a Dama lhe deu com amor.
Era simplesmente grotesco;a voz fazia-o,todo dia,pensar em suicídio.Chegara até uma vez a tentar,mas Helena impediu-a.
Pode parecer fácil,para ti,mas a Hema que brota das Paredes da Vida faz-me rever o porquê da Existência.Os ossos que agora parecem ser feitos de gesso um dia fizeram parte do meu Ser.
O Vento dos Seres Tangíveis lambe-me,cara amada;pudeste algum dia dar uma sincera e sádica risada?
Em que Mundo tu enfiaste a Sanidade Humana?

domingo, 22 de março de 2009